Aproveitando o embalo do mês de Dezembro – mês embalado pelo espírito Natalino, em que muitas pessoas costumam olhar o seu próximo com mais amor e benevolência.

Vamos falar de empatia?

No entanto, a empatia não deve ser colocada em prática apenas em datas festivas, mas é um processo que pode ser adquirido, desenvolvido e melhorado a cada dia. “O primeiro passo é lidar melhor com os nossos sentimentos para depois aprender a lidar com o do outro”, diz Fabricio Guimarães, psicólogo e membro do Núcleo de Gênero e Psicologia Clínica e Cultura do IP da UnB (Instituto de Psicologia da Universidade de Brasilia).

Para o especialista, a empatia ainda é bastante seletiva porque é mais fácil aceitar a dor do outro quando ocorre alguma identificação. “É como se estivéssemos aceitando a nós mesmos, por isso é mais fácil ter empatia por aqueles com o qual nos identificamos”, comenta. Aliás, já existe uma linha na psicologia que critica a relação que temos com a empatia, justamente por ainda ser tão seletiva. “Também é importante não confundir ser empático com autopromoção, pois existe um modismo em torno disso”, critica Guimarães.
👆🏼conteúdo reproduzido do Blog Viva Bem https://flip.it/6fuPFQ
Não existe uma receita efetiva para se tornar uma pessoa mais empática, mas os especialistas indicam algumas ações que podem ajudar a treinar a empatia, inclusive, tornando-a menos seletiva.
Vamos as DICAS:
  • Exercite o autoconhecimento, esse é um ótimo treinamento para o desenvolvimento da empatia.
  • Procure viver experiências que sejam desafiadoras e que façam fazer coisas diferentes da rotina: uma nova habilidade, um hobby ou um novo idioma. Se confrontar com algo desconhecido estimula a humildade, característica essencial na empatia.
  • Viaje mais, especialmente para novos lugares e culturas, pois oferece melhor apreciação pelos outros.
  • Seja receptivo ao feedback sobre a forma que está se relacionando, dá para pedir isso para pessoas próximas como familiares e amigos, mantendo-se aberto para possíveis críticas.
  • Converse com outras pessoas sobre problemas e preocupações, observando e tentando se imaginar vivendo as situações que elas vivem.
  • Considere que muitos dos nossos preconceitos são ocultos e interferem em nossa capacidade de ouvir e ter empatia. Geralmente, eles se concentram em fatores visíveis como idade, raça e sexo. Considere isso e reavalie sobre seus próprios preconceitos para aprender a lidar com eles, e até superá-los.
  • Seja curioso, sempre é possível aprender coisas novas, mesmo que seja com um colega jovem que você considera pouco experiente, por exemplo. Pessoas curiosas fazem perguntas, levando-as a desenvolver uma compreensão das pessoas ao seu redor.